Com exclusivamente nove anos, Vicenzo Oliveira Pessoa da Silva já iniciou a fazer o sonho de se tornar um bailarino profissional, conquistando uma vaga na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Por trás dessa trajetória de sucesso, fica a dedicação e o suporte inabalável de seus pais, que têm feito de tudo para transformar o talento e a paixão do filho em conquistas. Em entrevista ao JA, o pai de Vicenzo, Robert Wagner da Silva, compartilha momentos marcantes e emocionantes da caminhada do jovem bailarino.
Robert contou que a família notou o talento de Vicenzo nas apresentações da creche, durante os eventos de Dia dos Pais e das Mães. Desde pequeno, ele reproduzia as coreografias com precisão. O interesse através da dança também ficou evidente na valsa de casamento dos pais, quando Vicenzo, com exclusivamente 3 anos, quis fazer parte.
Entre os desafios confrontados, Robert destacou o preconceito em relação a garotos que fazem balé. Ele explicou que a família conseguiu abordar o tema com Vicenzo de forma tranquila, mostrando que estariam ao lado dele independentemente de qualquer coisa. No entanto, os maiores obstáculos foram financeiros, principalmente durante as competições e seleções. Para cobrir os custos, a família contou com a ajuda de amigos e planejou rifas e vendas de pizzas.
A aprovação de Vicenzo no Bolshoi foi motivo de grande orgulho e emoção para a família. Robert descreveu a reação como a “melhor do mundo” e falou estar extremamente orgulhoso por ver o que o filho conseguiu alcançar com tão pouca idade.
O suporte familiar tem sido fundamental para o jovem bailarino. “O suporte familiar foi muito importante para o Vicenzo, pois a gente sempre falou para ele: se era isso mesmo o que ele queria, a gente iria seguir juntos. Sempre apoiando ele.”
A mudança para Joinville levou desafios logísticos e emocionais. A família precisou vender todos os móveis e se preparar para deixar amigos e pessoas queridas para acompanhar Vicenzo. Apesar das dificuldades, o pai ressaltou que tudo é feito com o propósito de auxiliar o filho a fazer seu sonho.
Robert tem grandes esperanças para Vicenzo, acreditando que ele não exclusivamente sairá do Bolshoi como um bailarino profissional, mas também como um cidadão estabelecido e pronto para confrontar o mundo. “A expectativa é que o Vicenzo ganhe experiência, aprenda tudo e voe para o mundo, mostrando a tua arte que nos encanta”, declara o pai.
A rotina de Vicenzo é tranquila e bem equilibrada. Ele se dedica aos estudos, onde é um estudante aplicado, mas é nas aulas de dança que realmente encontra seu lugar. De acordo com o pai, a dança é mais do que um comprometimento; é também o lazer favorito do rapaz. Além de tudo, a família preserva que ele tenha momentos de descontração, como passeios no shopping e encontros com familiares.
Robert deixa um conselho poderoso para outros pais: “Não matem o sonho dos teus filhos. Apoiem em tudo. Fique atento, pois cada um tem um dom, basta descobrir.”
De Americana ao Bolshoi: como a família de Vicenzo, de 9 anos, tornou o sonho realidade
Com infomações de Jornal Americanense

