Casal de Americana, alvo da Operação Fallax, foi solto junto com outros investigados em plano de fraudes bancárias previsto em R$ 500 milhões
O empresário Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, e sua esposa, Glaucia Juliana de Azevedo, ambos moradores de Americana, foram colocados em liberdade na próxima terça (31), depois de decisão da juíza Maria Isabel do Prado, a mesma magistrada que havia decretado a prisão do casal na última semana. A informação foi confirmada através do delegado da Polícia Federal, Florisvaldo Emílio das Neves.
Além deles, o cunhado Julio Ricardo Iglesias Oriolo também foi liberado. Os três haviam se apresentado espontaneamente na sede da Polícia Federal em Piracicaba na sexta-feira (27), dias depois de a deflagração da Operação Fallax, que mobilizou agentes em três estados e em cidades da área.
Outras 15 pessoas detidas durante a operação também foram soltas por decisão judicial.
A investigação da Polícia Federal apura um suposto plano de fraudes bancárias que pode ter provocado prejuízos estimados em em torno de R$ 500 milhões a instituições financeiras no decurso de pouco mais de dois anos. Entre os bancos citados na apuração estão a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Santander.
Conforme as informações apuradas pelos investigadores, o grupo criava centenas de empresas em nome de terceiros, os chamados “laranjas”. Essas empresas eram usadas para abertura de contas bancárias e pedido de empréstimos e financiamentos, simulando atividades econômicas regulares.
Na prática, segundo a investigação, as empresas não possuíam funcionamento real e existiam somente no papel, com o objetivo de conferir aparência de legalidade às operações financeiras realizadas.
Ainda conforme a apuração, gerentes bancários teriam sido cooptados para melhorar a liberação de crédito e impedir procedimentos mais rigorosos de verificação. As contas permaneciam ativas por em torno de um ano, momento em que os valores obtidos em empréstimos eram progressivamente ampliados. Depois de esse ciclo, as empresas deixavam de movimentar recursos e interrompiam o pagamento das dívidas.
Thiago Ralado e a esposa, Juliana, deixam a prisão e recuperam a liberdade depois de decisão judicial
Com infomações de Jornal Americanense

