Baixas temperaturas aumentam o risco de doenças respiratórias, cardiovasculares e hipotermia; especialistas recomendam atenção redobrada a mudanças de comportamento e sintomas físicos
Com a chegada das frentes frias e a queda das temperaturas, os cuidados com a saúde dos idosos precisam ser reforçados. O envelhecimento diminui a capacidade do organismo de regular a temperatura corporal, tornando essa cota do povo mais carente aos efeitos do frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças crônicas e até episódios de hipotermia.
Conforme orientações do Ministério da Saúde, o frio intenso pode aumentar a incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e infecciosas, além de provocar alterações na circulação sanguínea e enfraquecer as defesas do organismo. Os idosos estão entre os grupos mais suscetíveis a essas complicações.
Entre os principais indícios de alerta que familiares e cuidadores precisam observar estão confusão mental repentina, sonolência excessiva, fala lenta, tremores intensos, fraqueza, falta de ar, tosse persistente, febre e extremidades do corpo muito frias, como mãos e pés. Esses sintomas podem indicar desde infecções respiratórias até um quadro de hipotermia, que exige atendimento médico imediato.
Outro momento de atenção é a hidratação. Mesmo durante o inverno, muitos idosos sentem menos sede e acabam ingerindo pouca água, aumentando o risco de desidratação. Especialistas recomendam oferecer líquidos regularmente, além de sopas e chás, que ajudam a manter o organismo hidratado e aquecido.
A prevenção também inclui manter a vacinação em dia, usar roupas adequadas em camadas, proteger mãos, pés e cabeça, impedir exibição prolongada ao frio e preservar que a casa permaneça aquecida, mas com ventilação adequada.
Segundo órgãos de saúde, a observação diária é fundamental. Mudanças sutis no comportamento, redução do apetite, dificuldade para fazer atividades habituais ou quedas frequentes poderão ser os primeiros indícios de que algo não vai bem. Nesses casos, a direção é procurar avaliação médica o quanto antes para impedir complicações mais graves.
*Com informações: Ministério da Saúde, Guia de Mudanças Climáticas e Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde de São Paulo, Paraná e Espírito Santo.
Cuidados com idosos no frio: indícios de alerta que a família não pode ignorar
Com infomações de Jornal Americanense

