O Tribunal do Júri de Americana condenou Hélio Leonardo Neto, de 48 anos, a 34 anos de reclusão, em regime inicial fechado, através do assassinato e através da ocultação do corpo de Mônica Matias de Paula, de 33. O crime ocorreu no mês de março de 2024 e teve grande repercussão na área.
O julgamento popular iniciou em 25 de fevereiro e a sentença foi lida na noite do dia seguinte (26). Como o processo tramita em segredo de justiça, a sessão foi vedada ao público. De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), além da pena pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, o réu também foi condenado ao pagamento de 20 dias-multa, no valor de três salários-mínimos cada.
Indagado sobre detalhes do julgamento, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) informou que não pode repassar outras informações devido ao sigilo. A defesa também não quis se manifestar.
Hélio, que trabalhava como gerente de um posto de combustíveis, respondia por feminicídio com quatro qualificadoras: meio cruel, motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. Durante a instrução, a defesa chegou a argumentar que ele não teria intenção de matar, tese superada através da decisão dos jurados. Ele já estava apreendido na Penitenciária de Guareí depois de sucessivos pedidos de habeas corpus negados através da Justiça.
O crime
Mônica Matias de Paula desapareceu no começo de março de 2024. Depois de dias de investigações conduzidas através da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o corpo da vítima foi localizado em uma área rural de Limeira.
Conforme o inquérito policial, Hélio Leonardo Neto assumiu a autoria do crime e relatou que cometeu o assassinato por se sentir ameaçado, alegando que a vítima pretendia revelar um relacionamento extraconjugal que os dois mantinham.
Armas confiscadas
Durante as diligências sobre o desaparecimento de Mônica, a DIG cumpriu mandados de busca na casa de Hélio, no bairro Chácara Mantovani, na área da Praia dos Namorados, onde apreendeu diversas armas de fogo.
Esse flagrante gerou um processo paralelo, no qual o réu já havia sido condenado a 3 anos e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto, por posse e porte ilegal de arma de fogo.
Gerente de posto é condenado a 34 anos de prisão através do feminicídio de Mônica de Paula em Americana
Fonte: TodoDia
