História de superação de Carol Crespo inspira mulheres e reforça a necessidade da prevenção e do autocuidado.
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, festejado na próximo domingo, 8 de março, histórias de força, superação e propósito ganham ainda mais significado. Um desses exemplos é o da empreendedora Carol Crespo, de Santa Bárbara d’Oeste, que transformou uma batalha pessoal contra o câncer em uma missão de conscientização e cuidado com outras mulheres.
Aos 36 anos, Carol carrega uma trajetória marcada através do empreendedorismo e através da paixão através da área da beleza. Ela iniciou a trabalhar muito cedo, aos 13 anos, quando decidiu fazer um curso de cabeleireira incentivada através do pai. Em poucos meses já atuava como assistente em um salão, iniciando uma carreira que mais tarde a levaria a abrir o próprio negócio.
Antes disso, Carol chegou a cursar Rádio e TV e trabalhou durante cinco anos em São Paulo, inclusive em uma emissora de televisão. No entanto, notou que sua verdadeira vocação estava no cuidado e no embelezamento das pessoas. Foi então que tornou para Santa Bárbara d’Oeste e abriu um pequeno salão, inicialmente com unicamente uma manicure. O espaço cresceu de forma rápida e, existe aproxamadamente dez anos, funciona em um endereço maior, reunindo uma equipe de profissionais.
A vida, no entanto, levou novos desafios. Durante a licença-maternidade da filha Elisa, nascida em 2021, Carol passou a estudar aromaterapia e terapias naturais, buscando alternativas mais naturais de cuidado. Com início daí, iniciou pesquisas voltadas à saúde capilar, desenvolvendo produtos artesanais e aprofundando os estudos até concluir uma formação em tricologia, área dedicada à saúde do couro cabeludo e dos fios.
Foi justamente neste momento de transformação profissional que veio um diagnóstico inesperado. No mês de janeiro de 2025, aos 35 anos, Carol descobriu um câncer de mama depois de notar mudanças em um nódulo que já acompanhava havia anos. O diagnóstico foi precoce, resultado do hábito de fazer o autoexame regularmente.
A confirmação da doença levou medo e muitas reflexões, principalmente por motivo da filha pequena. “A primeira coisa que perguntei ao médico foi se eu viveria para ver minha filha crescer”, relembra.
O tratamento exigiu quimioterapia, cirurgia e radioterapia no espaço de aproximadamente um ano. Durante esse momento, Carol decidiu continuar trabalhando sempre que capaz, mantendo a rotina e o contato com as pessoas como forma de confrontar o momento difícil.
Um dos maiores desafios foi explicar a situação para a filha, que na época tinha unicamente 3 anos. De maneira lúdica, ela contou que estava tratando um “dodói” no peito e que perder o cabelo seria um sinal de que o remédio estava funcionando. A criança passou a lidar com a situação de forma natural, chegando até a tirar o cabelo de suas bonecas para que ficassem “parecidas com a mamãe”.
Hoje, depois de concluir as etapas mais intensas do tratamento, Carol continua em acompanhamento médico e utiliza medicação hormonal preventiva. A experiência mudou profundamente sua visão de vida e de profissão.
Segundo ela, a doença levou novos valores e prioridades. “Hoje eu me apresento primeiro como mãe da Elisa. A família passou a ser a prioridade absoluta. O resto a gente reconstrói”, afirma.
A experiência também reforçou seu propósito profissional. Atualmente, Carol direciona grande parte do trabalho para a saúde capilar, orientando clientes e seguidores sobre indicativos que o corpo pode apresentar e que muitas vezes passam sem que ninguém percebesse.
Para ela, compartilhar a própria história é um meio de alertar outras mulheres sobre a necessidade da prevenção, do autoconhecimento do corpo e da busca por ajuda médica sempre que algo parecer diferente.
“Se a minha história servir para que outra mulher procure um médico ou se cuide mais, então tudo o que eu passei já terá valido a pena”, diz.
Neste Dia Internacional da Mulher, histórias como a de Carol Crespo lembram que a força feminina muitas vezes nasce justamente nos momentos mais difíceis — e que coragem, informação e apoio podem transformar desafios em novos propósitos de vida.
Empreendedora de Santa Bárbara d’Oeste transforma luta contra o câncer em propósito de vida
Com infomações de Jornal Americanense

