“Pessoas negras dizem que se encontram com sua negritude, e passaram a se valorizar e ter orgulho das suas raízes, ouvir esses relatos não tem preço”, é o que conta Roberto Mendes, integrante do Unegro e Presidente do Conselho da Promoção da Igualdade Racial de Americana sobre A Mostra cultural que ocorrerá no Teatro Lulu Benencase, na quarta- feira (20) a contar das 14h, com entrada gratuita.
A produção é desenvolvida com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Batakotô Produções e Unegro (União de Negros através da Igualdade), com apoio do Comcult (Conselho Municipal de Cultura).
O acontecimento contará com exibição de documentários, teatros, apresentação de capoeira e musical. Roberto Mendes afirma que a falta de reconhecimento por parte do poder público inviabiliza maiores debates de cunho racial, enfrentamento contra ações preconceituosas e reconhecimento histórico.
“Através arte e da cultura, e das mais diversas formas de expressão, como a dança, música, literatura, poesia entre outras são estratégias que podem e devem ser utilizadas para apresentar o legado cultural deixado pelo povo negro. Além de chamar atenção da sociedade sobre problema de racismo, então sim, a Mostra Cultural ajuda superar essas barreiras”.
Roberto também reforça os desafios através da falta de dados sobre os cidadãos negra de Americana, essa análise é essencial para a definição de políticas publicas e investimentos na área da educação, saúde e políticas habitacionais. Além da falta de preservação da memória sobre a história de americana, como a mão de obra negra trazida por Manuel Teixeira Vilela, fazendeiro do século XIX que abrigou escravos para trabalharem em atividades agrícolas na Fazenda Salto Grande em 1799.
A lei 10.639 sancionada em 9 de janeiro de 2003, é a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, tanto públicos quanto privados. O presidente do conselho afirma “Temos problemas na Educação em relação à implementação da lei que não e cumprida de fato “.
O acontecimento busca a reflexão sobre a necessidade do dia 20 de novembro e promovam a discussão de problemáticas que alcançam os cidadãos negra de Americana Sp. “Novembro negro faz parte da luta por igualdade de oportunidades, pelo fim do racismo e da desumanização do povo negro”, reforça Rafael.
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Fonte: Noticias de Americana
