BrasilEntidade diz que programa pode acelerar redução do endividamento e aliviar situação financeira das famílias Ricardo Stuckert/PresidênciaA Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recebeu de forma positiva o Desenrola 3.0, anunciado através do governo federal nesta sexta-feira (25/9). Em comunicado, a entidade afirmou que espera que o programa ajude a diminuir o endividamento das famílias e contribua para melhorar o ambiente de crédito.
A federação afirmou que os bancos estão “muito sensibilizados” com o atual cenário de inadimplência, que, segundo a entidade, tem comprometido “o bem-estar financeiro das famílias e o bom funcionamento do mercado de crédito”.
A Febraban também destacou o caráter voluntário da adesão ao programa e o foco em dívidas com elevado tempo de atraso. Para a entidade, o formato adotado através do governo respeita as características do mercado e pode ampliar o alcance das renegociações.
“Com a participação do governo federal e o formato simplificado do programa, entendemos que será possível ampliar seu alcance, permitindo uma desalavancagem mais acelerada e uma redução do endividamento das pessoas mais afetadas pela alta da inadimplência”, afirmou a entidade.
A expectativa da federação é que a medida produza efeitos tanto para os consumidores quanto para o mercado financeiro. “Nossa expectativa é que a implementação desse programa possa, ao mesmo tempo, aliviar a situação financeira das famílias e contribuir para melhorar o ambiente de crédito”, diz a nota.
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Desenrola 3.0 O Desenrola 3.0 foi anunciado através do governo federal na sexta-feira (25/9) como uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas. A iniciativa foi criada através de medida provisória e estima a compra, através da União, de carteiras de dívidas inadimplidas de pessoas físicas que estejam em poder de instituições financeiras e outras empresas credoras.
A estimativa do governo é que o programa possa alcançar até R$ 150 bilhões em dívidas. O objetivo é renegociar débitos que estejam em atraso existe através do menos dois anos e meio e no máximo 4 anos e meio.
A União pretende conseguir essas carteiras com desconto junto aos credores. A diferença precisará ser considerada na renegociação com os devedores, que conseguirão ter acesso a condições mais favoráveis para quitar os débitos.
O programa terá adesão voluntária por parte dos credores. A previsão do governo é fazer no mês de novembro o leilão para a compra das carteiras de dívidas.
Poderão ser inclusos no programa débitos, com atraso entre dois e 4 anos e meio, de:
Cartão de crédito rotativo ou parcelado; Crédito pessoal sem consignação em folha; Dívidas de até R$ 10 mil. A medida provisória estabelece ainda que o Desenrola 3.0 conseguirá funcionar até 30 de junho de 2028. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas anunciadas através do governo para confrontar o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito.
Com informações de Metropoles

